
O novo cinema alemão estava no auge no final dos anos 1970, mas na programação das salas cariocas figuravam apenas produções norte-americanas. Ansiosos por conhecerem os tão comentados filmes de autor, amigos começaram a se reunir para sessões alternativas. Foi nessa época que surgiram diversos cineclubes no Rio de Janeiro, entre eles o Cineclube Baukurs.
Com o apoio do Instituto Goethe, que doou um projetor, o Baukurs começou a exibir filmes de Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog, Volker Schlöndorff, Wim Wenders, entre outros. O projetor de 16mm fazia barulho, precisava que os rolos de filmes fossem trocados toda hora, mas a vontade de assistir a esses filmes não tão fáceis de se achar no país era maior que qualquer problema técnico.
O cineclube esteve na ativa até os últimos anos de ditadura, quando os cinemas abriram as programações e já havia sessões mais interessantes do que aquelas com blockbusters norte-americanos. O Cineclube Baukurs permaneceu desativado por um longo período. Em 2007, a direção da escola resolveu reativar as exibições, pois queria oferecer ao público um espaço para debate e troca de idéias. E o cinema era um ótimo ponto de partida.
Desde a criação do curso, outras manifestações culturais receberam apoio da instituição, como feiras de artesanato, aulas de pantomima, grupos de teatro, lançamentos de livros e até mesmo um coral. Inicialmente batizado como Coral Goethe-Baukurs, o grupo de cantores tinha como regente o renomado maestro Julio Moretzsohn. No repertório, composições alemãs e brasileiras.
Atividades culinárias também passaram a ser desenvolvidas após a mudança para a Rua Visconde de Carandaí. Na época natalina, são realizadas aulas de quitutes tipicamente alemães. Além de tudo isso, o Baukurs integra-se com a vizinhança na realização do Circuito de Artes do Jardim Botânico.
 
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