
Olhar estrangeiro no cinema
A relação do homem com a sétima arte sempre exigiu um posicionamento de confronto, seja entre o diretor e a câmera, seja entre o público e a “terra estrangeira”, a película. De certo, o espectador, espantado com o ilusionismo dos filmes, expressa o sentimento de exílio que suscita o diálogo entre o estrangeiro e seu cúmplice, o outro. Assim, o cinema, enquanto fronteira de diferentes trânsitos, permite um gesto de questionamento sobre novas cartografias a serem descobertas: as marcas da intolerância, do estranhamento, das fraquezas a que todos nós, estrangeiros do outro e de nós mesmos, carregamos desde o momento em que nos descobrimos em um mundo sem pátria.
O Cineclube Baukurs vem reunir, através da seleção de destacados filmes alemães e de outros países, um representativo quadro sobre o papel do cinema em nos provocar o debate a respeito de nossos limites quando do encontro com o outro. Em uma época de progressivo empobrecimento das identidades, procurar salvar as marcas do estrangeiro pode ser um gesto de desafio que pense o sonho de liberdade para além das bússolas, mapas, credos ou simples profissões, anunciando um espaço e tempo de acolhida: a Arte.
Veja a programação no site do Baukurs Cultural.
 
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